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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
As delícias do jardim de Epicuro - Por José Américo Pessanha
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quinta-feira, 28 de julho de 2011
Epicuro - Por Sílvia Maria Contaldo
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sábado, 25 de junho de 2011
Aula 33 - Epicuristas
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Epicuro e o Hedonismo
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
O CONCEITO DE PRAZER EM EPICURO
Por Marta Caregnato
“Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiadamente jovem ou demasiadamente velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de filosofar ainda não chegou, ou que já passou, é como se dissesse que ainda não chegou, ou que já passou a hora de ser feliz”. Epicuro, CM, p.21
“Todas as manhãs a amizade dá volta à terra para despertar os homens e para que eles possam felicitar-se reciprocamente”[1].
O CONCEITO DE PRAZER EM EPICURO[2] E SUA RELAÇÃO COM A PHRÓNESIS
Esse artigo tem como propósito apresentar a ética epicurista a partir da leitura da Carta sobre a felicidade: à Meneceu, de Epicuro.
A ética epicurista é fundamentada no prazer (hedoné). Nesse sentido, a felicidade (eudaiminia) só é alcançada quando se vive uma vida prazerosa. Daí surge uma questão: como é possível uma ética fundamentada no prazer? Isso não levaria o ser humano agir de acordo com interesses individuais? Diante disto como ficaria o outro no âmbito do agir humano?
O epicurismo foi mal interpretado por pessoas que não compreendiam o que ele entendia por prazer. Daí a relevância – a partir do conceito de prazer, tal como foi pensado por Epicuro – de apresentar algumas idéias básicas, que se encontram interligadas e que são fundamentais para a compreensão da ética epicurista: o tetrapharmakon, a hierarquia dos desejos e a autarquéia. A partir destas idéias mostrar como a phrónesis está relacionada ao prazer.
O pensamento proposto pelo filósofo é inovador, entretanto, isto se deve ao vazio espiritual vivido em sua época. Que foi conseqüência do declínio da pólis[3] (Cidade – Estado). Na Atenas do século IV e V todo cidadão era senhor de si, era ele quem formulava a lei, na Assembléia do povo cada um tinha o direito de tomar a palavra aceitando-a ou rejeitando-a. A partir do declínio da pólis – em que esta deixa de ter autonomia, perdendo a sua independência – a lei passa ser decisão do príncipe ou governador. Dissolvendo assim a antiga identidade entre homem e cidadão. Assim, o ideal político perde seu valor.
A juventude de Epicuro coincidiu com essa época, desse modo, o filósofo propõe o recuo da praça pública (ágora) para o Jardim, um refúgio para o espírito.
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Marta Caregnato
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