terça-feira, 7 de junho de 2011

Filosofia - Material Didático UNIFACS


Material Didático da disciplina Filosofia Que integra o Eixo de Formação Humanística da Universidade Salvador (UNIFACS)
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O que é filosofia? Para que se volta à Filosofia?


Ensaio de José Ortega y Gasset – O que é a filosofia? Seguido de Porque se volta à Filosofia?
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Pensa


Por Solange Rech
           
“Pensa que, conscientemente, não deste procuração para
que pessoas tresloucadas decidam pela tua vida.
  

Mas pensa também que injustiças (e atentados para vingá-las)
não são males inexoráveis, e que só acontecem porque
as subscrevemos com a nossa omissão. 

Pensa,  e ensina teu filho, que a vida é um dom único da
Mãe-Natureza e que ninguém precisa pedir licença para dela usufruir. 

Pensa com quanto desvelo embalaríamos nossos sonhos de liberdade.
Possivelmente, não seríamos  plenamente felizes, até porque a
felicidade é fugaz e momentânea, mas conservaríamos aquele
olhar radiante de quem a busca, alimentado pela esperança. 

Pensa que fomos feitos diferentes para que nos
completemos na pluralidade, e não para justificar a
intolerância e o ódio, falso argumento de pretensas superioridades. 

Pensa que nenhum outro compromisso do ser humano é
mais importante do que preservar o planeta, nosso habitat,
e a convivência harmoniosa dos que nele habitam. 

Pensa que há também outras formas de resgatar a paz,
muitas delas ao teu alcance. 

Pensa ... e faz tua parte, para que aqui tu vivas em paz, assim como
teus filhos e os filhos dos teus filhos, num constante suceder de gerações.
  

Caso contrário, é preciso dizê-lo, a terra será apenas uma grande bola
(achatada nos pólos), girando ao redor do sol e arrastando,
na sua superfície comburida, o cadáver insepulto de seus tresloucados filhos”. 






sábado, 4 de junho de 2011

As conseqüências absurdas do relativismo pós-moderno

Por Matheus Martins Silva

"Algumas tendências pós-modernas presentes na cultura contemporânea, principalmente em alguns setores das humanidades e das ciências sociais, questionam a possibilidade de uma verdade objetiva e independente de pontos de vista. Muitos antropólogos, por exemplo, afirmam que não há qualquer racionalidade que tenha validade universal, mas apenas diferentes racionalidades de diferentes culturas. Para esse discurso, a que podemos chamar de relativista, a verdade é múltipla e depende do ponto de vista do sujeito ou do contexto em que é formulada. Assim, todas as afirmações, sejam científicas, filosóficas, religiosas, etc., seriam diferentes 'narrativas', que deveriam ser compreendidas em seus respectivos contextos históricos, culturais e lingüísticos, pois apenas revelariam os preconceitos culturais de diferentes narradores.
Confesso que ainda me esforço para entender o que se passa na cabeça de um relativista quando este afirma ser a verdade uma questão de diferentes práticas culturais. Os critérios de verdade, dizem-nos, são relativos às diferentes práticas e culturas e não há nenhum juiz ou padrão de racionalidade imparcial e superior capaz de avaliar essas diferentes verdades. O engraçado é que essas afirmações não têm um pingo de lógica, pois afirmam que não há uma verdade não relativa quando essa mesma afirmação pretende ser encarada como não relativa, mas vamos deixar isso de lado por enquanto e nos voltarmos para as conseqüências absurdas de tal modo de encarar as coisas.
Podemos examinar várias possibilidades que evidenciariam as conseqüências absurdas do relativismo pós-moderno. Por exemplo: uma criança é violentada e assassinada, e temos dois candidatos para resolver o crime e punir o culpado. De um lado temos uma tribo e todos seus velhos preceitos religiosos passados de geração para geração, do outro lado temos um tribunal do homem ocidental com todos seus conceitos de prova e investigação. O pajé da tribo pretende descobrir o culpado por meio de um ritual, pois as entranhas de um pássaro, diz o pajé, não mentem nunca. Ao passo que o homem ocidental, por meio de um detetive que utiliza outros métodos para descobrir o autor do crime, afirma saber quem é o criminoso devido a uma série de indícios, sendo o principal deles o exame de DNA, que comprova que o esperma encontrado no corpo da criança é o mesmo do principal suspeito, que foi visto perto da cena do crime. A tribo chega à conclusão de que o assassino é o pai da criança, enquanto o detetive descobre que se tratava de um vizinho da criança.
Quem está com a razão? De acordo com os relativistas seremos obrigados a aceitar ambas as explicações, pois são formas diferentes de verdades com critérios próprios. Mas o assnte para matar a criança, isso seria uma possibilidade trivial que ninguém pretende negar, na verdade o relativista quer dizer algo bem diferente; mas nesse caso somos obrigados a afirmar que o assassino é "relativo" ao critério de investigação? O assassino muda de acordo com o critério? Repare que esse modo de pensar traz também graves implicações éticas, pois os responsáveis pelo crime serão punidos tanto a partir dos critérios da tribo quanto a partir dos critérios de prova ocidentais. Neste caso ambos deveriam ser punidos, segundo os diferentes critérios? CLIQUE AQUI PARA LER O ARTIGO NA ÍNTEGRA





quinta-feira, 2 de junho de 2011

Não nos contaram




Por Martha Medeiros
"Hoje é o momento ideal pra falar de uma sacanagem.
Mas nada de ménage à trois, sexo selvagem e práticas perversas, sinto muito.

Pretendo, sim, é falar das sacanagens que fizeram com a gente.

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos.

Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada.

Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade.

Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo.

Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável.

Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um",
duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava.

Não nos contaram que isso tem nome: anulação.

Que só sendo indivíduos com personalidade própria
é que poderemos ter uma relação saudável.

Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório
e que desejos fora de hora devem ser reprimidos.

Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são caretas, que os que transam muito não são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto.

Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto.

Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade.

Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas,
são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas.
...
Cada um vai ter que descobrir sozinho".

Fonte: http://www.encantosepaixoes.com.br/poesia2804.htm






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